Afinal além de fornecer alimento
para a população, a economia brasileira tem grande destaque na exportação de café,

hortaliças e legumes. Mas com a tecnologia tão avançada em diversas áreas, encontramos
alguns caminhos que possibilitam a atividade agrícola e a sustentabilidade andarem juntas.
Além das agriculturas orgânicas e familiar em menor escala, que não utilizam substâncias
sintéticas para produzir os alimentos, existem outros manejos que podem auxiliar no
tratamento do solo e no desenvolvimento de grãos e frutos de melhor qualidade, de maneira
mais natural.
Sistemas agrossilvipastoris e agroflorestais por exemplo são diferentes dos sistemas de
monocultura tradicionais. A ideia dos sistemas integrados é diversificar o uso do solo em
uma mesma área a fim de se promover a sustentabilidade das atividades nos três aspectos:
econômico, social e ambiental.
Os sistemas agrossilvipastoris são modalidade de sistemas agroflorestais, que combinam a
criação de animais, árvores e pastagem em uma mesma área. Esses sistemas permitem a
criação de animais em lugares sombreados por culturas, como a de eucalipto por exemplo,
que trazem conforto térmico para a criação, evitando que os animais circulem grandes
áreas, facilitando a engorda e gerando uma renda extra com o corte posterior da madeira.
Existem ainda, os sistemas agroflorestais, os quais conciliam a produção de culturas
permanentes com o plantio de árvores nativas e leguminosas. As árvores nativas funcionam
também para o aumento da sombra em culturas menos resistentes ao sol, além de ser uma
proteção natural contra o vento e assimilar nutrientes essenciais às plantas ao solo.
Adicionalmente (e nesse sentido, especialmente as espécies de leguminosas) servem de
adução verde proveniente da poda de seus galhos e folhas.
BENEFÍCIOS DA SUSTENTABILIDADE NA AGRICULTURA
● Recuperação de pastagens degradadas;
● Controle de processos erosivos;
● Melhores condições de conforto animal sem necessidade de construção de sombra
artificial;
● Aumento do ganho de peso animal e produção de leite;
● Diversificação das atividades na propriedade, reduzindo riscos climáticos,
ambientais e de mercado;
● Maior aproveitamento dos fertilizantes pelas diversas culturas com diferentes
sistemas radiculares e necessidades nutricionais;
● Redução da incidência de pragas e doenças e consequente decréscimo no uso de
inseticidas e herbicidas;
● Sequestro de carbono pelas árvores e forragem;
● Geração de produtos com maior valor agregado.

Fonte: (Embrapa) https://www.embrapa.br